Brasileiro tricampeão mundial de muay thai traça novos voos e prepara entrada no MMA

Campeão superou grave lesão para seguir a carreira

Adaylton Freitas saiu de uma pequena cidade do interior de São Paulo para se tornar uma referência no berço do muay thai, tradicional arte marcial tailandesa.

O esporte esteve desde cedo em sua vida. Em uma trajetória que passou pelo futebol e kickboxing. “Nasci em Boituva e comecei a treinar lutas com 6 anos de idade, primeiro karatê, depois Kung Fu. Aos 12 anos, trabalhei para ser um jogador de futebol profissional. Aos 17 anos, após ser dispensado do Rio Preto, em São José do Rio Preto-SP, voltei para minha cidade natal e comecei a treinar Muay Thai. Através de contatos, logo consegui começar a treinar com os profissionais do centro de treinamento da Confederação Brasileira de Kickiboxing, na capital”, lembra o atleta.


Adaylton íntegra a equipe da American Top Team, na Pensilvânia, Estados Unidos

Adaylton passou por um período duro em seu início de carreira, quando mudou-se para São Paulo e dormia na academia em que treinava. Logo, recebeu o convite para ir treinar na Tailândia, berço do muay thai.


“No geral se treina bastante na Tailândia, e eu treinava cerca de 7 horas por dia.

Por isso acabei lutando em todos os grandes estádios, e comecei a ter bons resultados e me sentir mais confortável a cada dia”, conta.


Freitas conquistou notoriedade na Tailândia, berço do muay thai

Freitas foi campeão mundial pela primeira vez em 26 de maio de 2012, na Malásia, aos 22 anos. “Lembro que quando eu cheguei em casa, falei que aquele era só o primeiro, pois naquele momento eu queria 3”. E o desejo se realizou.


No mesmo ano ele lutou uma Copa do Mundo no Camboja com 8 lutadores de diversos países. Foram 3 lutas para ser campeão. 


Como treinador na American Top Team Happy Valley (Pensilvânia/EUA)


Em 6 de julho de 2014 foi campeão do Max Muay Thai, na Tailândia, época em que era atleta da Elite Boxing Bangkok. Na primeira luta venceu por nocaute o tailandês Orono, no segundo round, e na segunda luta por pontos, contra um ucraniano.


Este título marcou uma nova e dura fase da carreira do atleta. “Antes desse evento eu havia cortado a minha perna em uma luta e na final desse torneio a minha perna abriu o corte, mais do que antes. Pelo corte ter sido profundo, eu contraí uma infecção, fiz diversos procedimentos, e foi preciso retirar toda a carne e pele afetada, isso fez com que a minha pele colasse no meu osso da canela. Fiz mais duas cirurgias, e passei por um período de adaptação para eu fazer tudo como canhoto”, conta. 


Com a equipe da American Top Team Happy Valley (Pensilvânia/EUA)

“Em 2019 voltei a lutar, quem não me conhecia, achava que eu era canhoto. Fiz boas lutas, com boas vitórias, em 2019 e 2020. Voltei a estar nos grandes eventos e estádios”, comemora.


Logo chegou uma oportunidade para outra guinada. “Fui convidado para fazer parte da academia American Top Team, como Strike Coach (o treinador da parte em pé), e me mudei para os Estados Unidos. Treinando MMA me despertou a vontade de dar um passo a mais, ir além”


Adaylton lutou nos grandes palcos do esporte da Tailândia

Em Island Fights - (Pensacola - Florida EUA)


Ele revela que tem planos para lutar MMA. “Um passo de cada vez”, comenta.


Dono de uma carreira vitoriosa e marcada pela superação, Adaylton Freitas dá dicas preciosas para quem sonha em lutar profissionalmente. “Coloque Deus na frente de cada uma de suas decisões. Seja paciente para ouvir, dê o seu melhor sempre, confie em você mesmo e principalmente em Deus. Ele pode fazer muito mais do que pedimos ou pensamos. As coisas não acontecem de repente, tudo é resultado de trabalho, dedicação e fé”, conclui.


Com American Top Team Happy Valley (Pensilvânia/ EUA)...  - Steve Mocco - Anthony Cassar - Puma - Dan Lambert - Bo Nickal - Marcel Ferreira - Mike Brown - Pedro Munhoz




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