Boituvense tricampeão mundial de Muay Thai reaprende a lutar e volta a vencer
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| Adaylton Freitas conquistou seu último título mundial em 2014 (Foto: Instagram/Adaylton Freitas) |
Que
tal uma rotina de trabalho que inclui 14 km de corrida, 3 mil abdominais, 300
barras e 350 flexões todos os dias? Cansou só de ler? Pois essa é a carga de
treinamento de Adaylton Freitas, tricampeão mundial de muay thai. O boituvense
atualmente mora em Bangcoc, na Tailândia, onde construiu sua carreira
internacional e se destaca entre os principais nomes de seu esporte.
Em
uma trajetória que passou pelo futebol e kickboxing, ele luta há mais de 10
anos em alto nível. “Já lutei também nos países próximos à Tailândia, como Camboja,
Malásia, China e Hong Kong”, conta.
O
ano de 2019 tem sido de reconstrução para Adaylton, pois voltou a competir após
um longa luta contra outro tipo de adversário: uma grave lesão na perna
direita.
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| O lutador conta que é em Boituva que se sente verdadeiramente em casa (Foto: Pedro Carlos Leite) |
Paciência e recomeço
A
lesão veio após um dos momentos de maior glória: Adaylton acabava de se sagrar
campeão mundial pela terceira vez. “Eu tinha acabado de ser campeão do Max Muay
Thai, um dos maiores eventos do mundo naquele momento. Tinha acabado de ficar entre
os dez primeiros do mundo e o meu dinheiro ia melhorar, minhas coisas iam
melhorar. Aí eu tive a lesão e tive que voltar para o Brasil. Fiquei muito
chateado”, conta.
Adaylton
sofreu um corte na perna durante uma luta. Houve infecção e foi preciso passar
por cirurgias que envolveram raspagem e enxerto de pele.
A
lesão o obrigou a inverter sua orientação para competir, ele passou lutar como
canhoto. “Eu nunca desisti de fazer meu trabalho. Todos os dias eu ia igual um
garotinho pra academia. Aprendi a andar e me movimentar do lado esquerdo. Eu ia
pra academia e enquanto os outros estavam batendo eu estava andando, aí ia no
saco de pancada e fazia tudo do lado esquerdo”, recorda.
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| Freitas é referência em seu esporte e reconhecido como um dos principais lutadores de muay thai da atualidade (Imagem: Reprodução) |
Em
2019 Freitas voltou para a Tailândia, agora lutando como canhoto. “Tive minhas
vitórias, graças a Deus, voltei a lutar nas grandes arenas e meu nome voltou a
ficar entre os primeiros. Tudo isso tem que agradecer a Deus”, comemora. Em
toda sua carreira são mais de 50 vitórias conquistadas em mais de 70 lutas.
O
bom retorno aos ringues rendeu convite para ser atleta e treinador de uma
academia de Hong Kong. Adaylton está com 29 anos e luta na categoria 67 kg.
Procura por patrocínio
Adaylton
comenta que o reconhecimento lá fora ainda é muito maior do que no Brasil e
mesmo em sua cidade. “Em Boituva, só quem é amigo dos meus pais sabe que eu
faço um trabalho lá fora. Infelizmente eu estou sem um patrocínio real. Ninguém
nunca me deu nem uma proteína. Essas coisas a gente compra por conta”.
“Nunca
uma empresa da cidade de Boituva se interessou em me dar apoio. Eu espero que
que um dia ainda se interessem porque eu estou lutando em alto nível e continuo
entre os melhores do mundo”, afirma.
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| Adaylton teve que mudar seu estilo de luta após a última lesão (Foto: Instagram/Adaylton Freitas) |
Amor por Boituva
Apesar
de viver do outro lado do planeta, Adaylton tem um carinho especial pela cidade
onde nasceu. “Eu gosto demais de Boituva. É o lugar onde eu nasci, é o lugar
onde meus pais moram, onde eu como a comida da minha mãe”.
“Quando eu chego em
Boituva e passo pelo centro, pela praça, eu penso ‘puxa, cheguei. Meu descanso.
Meu lugar’. Quando eu passo pela Eugenio Mota e pela praça da matriz eu sei que
eu cheguei e que estou bem”, conclui.
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| Religioso, o atleta agradece a Deus por todas as suas conquistas (Foto: Instagram/Adaylton Freitas) |







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